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13 novembro 2017

O que estou fazendo para largar o Rivotril ou Clonazepam?


Olá, meus amores! Tudo bem?

Lá no Insta, cheguei mencionar há umas duas semanas que estava conseguindo dormir sem tomar o Clonazepam ou o tão falado Rivotril e, alguém mencionou para que eu relatasse num post o que estava fazendo para conseguir parar de tomar os remédios. 




Primeiro, para que serve esse remédio? 

Clonazepam é o nome do composto farmacêutico desse remédio e Rivotril é o nome comercializável mais conhecido desse fármaco, mas também pode encontrar como Diazepam ou Valium, menos comumente encontrado no Brasil com a última denominação. O Clonazepam pertence a família da benzodiazepinas, que tem como funções principais proporcionar sedação, relaxamento muscular de ação tranquilizante e até serve como anticonvulsionante. E dessa, nem eu sabia! Pesquisando que achei mais esse uso para o remédio. Não conheço ou nunca ouvi falar de quem toma Clonazepam ou Rivotril para crises de convulsão. 

Em fevereiro do ano passado, quando tive uma crise de pânico que, pra mim, ocorreu de forma repentina, o médico prescreveu o Rivotril como antidepressivo e calmante, já que relatei que já tinha meses que não vinha dormindo direito e naquelas últimas semanas, estava mal dormindo duas horas por dia, não sentia sono, estava com a irritabilidade a mil (e já não sou calminha...rsrs), além de sintomas de pânico, ansiedade excessiva e depressão. Mais tarde, já em abril, fui encaminhada ao psiquiatra que me diagnosticou com Síndrome de Ansiedade e Depressão, pois minha cabeça não parava de pensar um minuto sequer o tempo todo...e isso é muito, muito desgastante. É como se você não tivesse direito de descansar. É horrível! Juntamente com o Rivotril (ou Clonazepam), comecei tomar também a Sertralina e, se houvesse crises de pânico de qualquer natureza, tomava o Frontal. Mas o Frontal tomei poucas vezes, ainda bem. E creio que isso se deve também porque o Clonazepam com a Sertralina (também é antidepressivo e me ajudava a "acordar" para ir trabalhar, porque o Clonazepam te chapa, meu bem!) juntos fizeram um bom trabalho para me ajudar a "sair dessa". Claro...devo ser honesta que os remédios não são tudo. Os remédios tiram os sintomas, mas o problema continua lá e é você quem deve trabalhar isso de forma a se livrar da causa do problema, pois só remédios não adiantam, assim como acredito que só a terapia também não resolva. É um conjunto que tem que andar junto para que dê o melhor resultado.







Acabei parando com a terapia por questões $$$, mas prossegui com os remédios. No final do ano passado, fui tirando os remédios aos poucos. De início, me senti bem, mas no início do ano, senti que a depressão estava batendo a minha porta de novo, comecei chorar muito de novo, tudo pra mim era terrível, cansativo...e sinto um cansaço físico e mental até hoje que muitas vezes, não sei por que e de onde vêm. Porém, depois de retomar as doses inciais diariamente, depois de um tempo..isto se deu mais ou menos no fim de setembro para início de outubro, comecei a espaçar novamente o Clonazepam. Com calma, tirando aos pouquinhos, até tomar meio comprimido por dia. Exatamente nesse período, tive ( e ainda estou ) com uma alergia na pele do corpo, principalmente barriga, costas, braços e coxas que estavam me deixando louca e ainda não descobri do que provem. 

Com isso, comecei a sair mais cedo do trabalho. Então chegava em casa e tinha tempo de dar uma sossegada, jantar com calma até a hora de ir dormir. E foi aí que percebi que o meu sono começou a normalizar aos poucos. Creio que o horário de trabalho também tem me prejudicado muito nessa questão, pois chegava em casa não menos do que 21h, quando não 21h30 ou até mais. O transporte de São Paulo é péssimo e você demora para ir para qualquer lugar. Vir do centro para a zona leste é a pior tarefa do dia! Você já fica estressado só com esse fator. E tendo tempo de "assentar" as ideias, desacelerar o ritmo depois de chegar em casa parece que fez toda a diferença, coisa que não tinha oportunidade chegando em casa mais de 21h da noite ainda tendo que tomar banho, jantar, dar tempo para poder tomar o remédio...Nisso, ia conseguir dormir pra lá de 1h da manhã ou mais.

Não larguei ainda de tomar os remédios em definitivo, mas espero estar no caminho certo. Estou fazendo teste de mudar o horário do trabalho para continuar a chegar cedo em casa e fazer de chegar, relaxar, jantar, assistir TV e estar relaxada para dormir uma rotina para que seja o caminho para largar de vez os remédios. 

Então, não tem segredo nem mágica...é só mudança nos hábitos diários. A alimentação também tenho mudado gradativamente, tenho tomado mais chás. Acredito que, a logo prazo, também pode me ajudar de maneira geral.

Espero que eu esteja no caminho certo e que, de alguma forma, esteja aqui ajudando alguém. 

Um grande beijo e até mais!