Image Map

11 outubro 2017

Outubro Rosa: cada caso é um caso


Olá, meus amores!

Como todo mundo já sabe, outubro é o mês de prevenção e combate ao câncer de mama. Não só aqui no Brasil, mas em muitas partes do mundo. É muito boa a oportunidade de falar sobre o assunto, de debater, de tirar dúvidas, de se esclarecer sempre. E eu bem sei como existe um grande tabu e medo das mulheres em fazer o auto-exame. Por quê? Simples: pelo próprio medo de descobrir uma possível doença. Mas você sabia que nem sempre quando encontramos o que parece ser um nódulo, de fato o é? 





Uma conhecida que depois dos 45, 48 anos (mais ou menos por aí) finalmente, fez o auto-exame porque sentia um incômodo no seio esquerdo. Não era dor, não era ardência, nada disso. Ela sentia a blusa incomodar demais, o sutiã incomodava o seio e ela sentiu um frio na espinha que fez ela gelar por inteiro. O medo de que aquele sinal poderia ser uma coisa mais preocupante. Marcou o médico, mas não foi. Teve medo. Ultrassom, mamografia e tudo mais...Ultrassonografia ainda passa, mas a mamografia ninguém gosta! É um horror só ver nos outros aquele troço apertando algo tão sensível quanto os seios, imagine sentir! 

Então, ela fez o auto-exame e sentiu que havia algo. Tomou coragem e foi ao médico. A agonia em passar os dias enquanto realizava os exames, a dúvida, todas as coisas que poluíam seus pensamento foi consumindo essa conhecida aos poucos que começou a sofrer tanto por antecipação e ficar deprimida, com medo, acuada mesmo antes de saber os resultados dos exames. Por fim, era apenas um lipoma. Lipoma é um nódulo de gordura que não é grave e onde ser removido via cirurgia estética. Você pode ou não remover. Como ela sentia aquele incômodo com as blusas e até o sutiã, seria interessante remover, mas por medo ela deixou ali. Enfim, aprendeu a conviver com o tal incômodo até que chegou uma hora que ela perdeu o medo e resolveu enfrentar o bisturi para se livrar de tamanha coisa chata! Tá vendo como é diferente? A pessoa tem tempo para pensar, formular se quer conviver com aquilo ou não, até que resolvem remover e sem maiores complicações. Mas toma um baque, né? Tanto que começou a chorar feito louca, se apavorou...

Agora, tem um caso bem próximo a mim - minha mãe - que já não teve a mesma sorte...



A importância do auto-exame e o que separa uma prevenção de um diagnóstico ruim 



Eu era bem pequena, cerca de 1 ano de idade, quando uma tia morreu de por metástase - é quando, no caso de câncer de mama, o câncer pode invadir órgãos importantes como pulmão, fígado e até os ossos. Segundo minha mãe e relatos da família, essa tia usava muito talco e perfume para mascarar que ela exalava um cheiro ruim já de muitos anos, muito tempo antes de eu pensar em nascer! Vejam, ela morreu quando eu tinha 1 ano...Ela dizia que nunca iria ao médico. Um pouco por vergonha de mostrar os seios para uma pessoa estranha, ainda mais se fosse homem!...E só foi parar no hospital para morrer. Minha mãe assistindo a tudo aquilo, ficou meio que traumatizada, tomou horror a tudo que presenciou acontecer com a cunhada porque ela sofreu muito antes de morrer. Mais ou menos 3 anos depois, minha mãe começou a viver esse pesadelo. Sabia que estava doente, mas por um misto de sentimentos - medo, vergonha, etc - não foi ao médico logo que percebeu que podia estar com um problema sério. No início dos anos 80, receber uma notícia que estava com câncer era uma sentença de morte, não tinha os recursos que se tem hoje, a medicina não sabia como livrar a maioria dos pacientes da morte. Enfim, passou tempo demais para salvar a mama e precisou fazer uma mastectomia da mama direita, isto é, retirar o seio direito totalmente. Vejam o que um diagnóstico tardio pode causar. Foi preciso até raspar as costelas e remover a glândula sudorípara debaixo do braço, o que trouxe problemas para ela até hoje, chamado linfedema no braço direito. Não queiram saber o que é isso!  Mas vou explicar direitinho e narrar sobre o linfedema num outro post Depois da cirurgia, ainda teve de enfrentar sessões de quimioterapia e radioterapia, que deixaram ela sentir como se a área estivesse queimada. Foram latas e mais latas de Nivea azul, noites em claro, açúcar com limão para aliviar a queimação interna e isso perdurou por anos...

Vejam que mostrei os dois lados de se fazer o auto-exame, mas nunca pode deixar de fazer. Pode ser alguma coisa, como pode não ser nada. Se não for, melhor! Mas se for, você tem a chance de se tratar melhor e com mais chances de voltar à vida normal o quanto antes e pode viver bem, sim. Mas se vai postergando a visita ao médico, suas chances vão diminuindo cada vez mais!

Enfim, aqui estou contando superficialmente como ocorreu tudo. Porém, elenco abaixo tópicos para abordagem num próximo post:

- O que é metástase e como ela se dá
- O que é mastectomia (com fotos)
- Quimioterapia e Radioterapia
- Fatores psicológicos
- Como a família pode ajudar

Aguardem os próximos posts que logo volto explicando mais sobre não só a doença câncer de mama, mas outros aspectos também.

Beijos e até mais!









Créditos: area14.com.br / psicologiaparacuriosos.com.br /