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05 julho 2017

Tornar-se ou não vegetariana?


Olá, meninas e meninos!


Lá no Instagram, publiquei que recebi um livro sobre receitas vegetarianas de uma leitora muito querida, a Verônica. Gratidão define meu sentimento quando pessoas assim aparecem no meu caminho. Gente do bem nunca é demais, não é? Mas voltando ao ponto, começaram a perguntar se eu era vegetariana. E digo que não. Ainda! Não estou aqui para fazer apologia ao vegetarianismo ou veganismo, então, carnívoros, me poupem, ok? Estou aqui contando o que penso sobre o assunto e o que me ocorreu por fazer uma dieta errada.








Vou contar uma historinha: em meados de 2007, comecei a evitar carne, principalmente vermelha. Primeiro, porque não sou muito fã de carne mesmo. Segundo, pelo meu amor incondicional aos animais. Eles merecem viver e serem felizes tanto quanto nós. Não penso que a humanidade é superior a eles, ainda mais quando nos deparamos com tantas pessoas que nos fazem pensar ainda mais sobre isso, em guerras, em pessoas que fazem tudo para destruir as outras...enfim! Mas tenho um pai criado em fazenda, portanto, carnívoro. E desde pequena, só entrava carne em casa. Mas à medida que crescia e tomava consciência das coisas, passei a cortar carnes. Em 2008, carne vermelha já não comia. Até porque sempre detestei. Sempre senti um gosto esquisito na carne vermelha, tinha nojo. Até que comecei cortar as carnes brancas de qualquer espécie. O problema é que não tinha informação direito para suprir as necessidades com a falta da carne. 

Até que no final de 2010, adoeci seriamente. Já mencionei na TAG Me Conhecendo Melhor (aqui) o motivo de ter adoecido, mas já prometi contar detalhadamente o que aconteceu comigo porque é bem provável que precisarei dividir em vários posts para explicar tudo e ainda vou fazer. Prometo! Até o fim do ano falo desse problema grave que tive. É que preciso me organizar para contar tudo certinho para vocês. Tá?

Pois bem: fiquei internada mais de um mês, 42 dias para ser mais exata. Para vocês terem noção de como a coisa foi feia. E nos exames, só faltaram me virar do avesso até encontrarem o problema: uma doença degenerativa. Porém, fui informada que a minha taxa de proteína estava a menos de 7%, quando o mínimo normal é de 35%. A doença poderia ter sido evitada ou de menor impacto se eu tivesse feito substituições corretas e na quantidade adequada. Por isso, sofri um bocado e no hospital, os médicos mandam você tomar duzentos remédios por dia, via oral, intravenosa, intramuscular e a comida...Meu Deus! Comida de hospital é uma coisa horrível por sim só, imagina vc abrir seu pratinho já sabendo que vai ser ruim e se deparar com um puta bifão de carne de vaca! Protestei na hora! "Não vou comer isso!" Sim, eu tinha pavor de carne. Enfim, a nutricionista veio, a minha médica veio e ficaram quase uma hora me explicando porque eu tinha que comer carne e blá blá blá! Eu não queria nem saber da minha proteína! Então, elas foram taxativas: "Ou você come carne, nem que seja de frango, ou não sai daqui tão cedo". Na hora, nem quis saber. Mas depois, no silêncio da noite, você começa pensar, fica desesperada em querer sair dali o mais rápido possível e os argumentos delas começavam a fazer sentido. Infelizmente, faziam. Na verdade, comecei a ser racional. Comecei pesquisar na internet que nem louca, pedi para trazerem mais couve, que além de ferro, também contém uma boa quantidade de proteína...enfim. Foi uma briga eu e elas! 

Por fim, quando veio a comida era carne de frango. Eu olhei para aquilo e engoli seco. Foi uma luta! Uma luta da nutricionista também, porque haja persuasão para me convencer e me fiscalizar rsrs Depois, me mandavam peixe e achei um pouco mais fácil. E foi indo... A gente não tem ideia de como a falta de proteína pode causar estragos enormes no organismo da gente, essa que é a verdade. Assunto para um outro post! Haja! rsrsrs

Enquanto as taxas não chegaram aos malditos 35%, eu fiquei passando o pão que o diabo amassou. Ou melhor: a carne que o diabo temperou! Mas carne vermelha, nem pensar! Não abria mão disso de jeito nenhum. Realmente, comecei a melhorar e depois de semanas no hospital nessa tortura, recebi a carta de alforria ainda debilitada pela doença, teria que tomar medicação pesada por muito e muito tempo, mas pensei que dali por diante eu poderia mandar a carne para o lixo. Que nada! Era só o começo!

Por fim, fui me acostumando dia sim dia não comer uma carne branca, mesmo torcendo o nariz. Mas o medo de voltar ao hospital e passar por tudo que passei era maior. E a carne branca foi se tornando mais tolerável. Até hoje, carne dia sim, dia não. E só frango, um peixe e olhe lá!

Mas passados quase 7 anos e não que eu possa me dizer curada totalmente (talvez, nunca terei certeza se estarei curada, até porque a doença ainda não foi encontrada a cura definitiva), tenho pesquisado melhor sobre as substituições. 

Tenho me instruído mais sobre como suprir a carência de carne vermelha (a que mais tem proteína) por outros alimentos. E aí entra uma questão crucial: e a grana? Ser vegetariana sai caro, não sai? O ideal seria consumir mais castanhas, nozes (me entupi delas em casa na dieta!), mas é caro!

Alimentos que contém bastante proteína:

- Ovos: além de vitamina B2, B12, Vitaminas A e E, ovos contém aproximadamente 7 gramas de proteinas, além de concentração de colágeno (ótimo para pele!). Melhoram a resistência à insulina, e diminuem risco de doenças degenerativas (Ops! Do que estávamos falando aí pra cima mesmo?)

- Leite: não pode ser o semidesnatado, tá? Tem que ser leite integral, isto é, gordo rsrs Podemos ingerir mais leite (estou falando do vegetarianismo, não veganismo por hora), 

-  Mussarela: mais uma vez, um queijinho "gordo". Concentra cerca de 28 gramas de proteína a cada 100gr de mussarela. Bastante, né? Pelo menos, 2 vezes por semana consumo mussarela, isso quando não peço pizza e vem mais mussarela ainda rsrs

- Requeijão: outro alimento derivado do leite que consumo regularmente. A cada 100 gramas de requeijão, 12 gramas são proteínas. Você pode consumir até antes de dormir, pois possui uma proteína de absorção lenta, chamada caseína. E o requeijão é mais magrinho! Então, para quem se preocupa também com a forma física, se joga no requeijão!

- Iogurte Grego - essa é nova nas minhas descobertas. Não sabia que em cada 100 grs de grego, 17 gramas são proteína pura!O inconveniente para quem se preocupa com o peso é que o iogurte grego é mais "gordinho"

- Oleoginosas: O que é isso? É o que citei por último no texto e são mais caras: nozes, amêndoas, castanhas do Pará, de caju, etc. A amêndoa, por exemplo, pode servir de lanchinho da tarde ou da noite e numa proporção de 28 gramas de amêndoas, cerca de 6 de proteínas. O mesmo vale para as demais oleoginosas. 

- Soja: em forma de alimentos, claro. Óleo de soja, nem pensar! Se você sentir falta de uma carninha moída, compre-a de soja e faça como de costume. O leite de soja contém uma grande quantidade de Vitamina D, que ainda o deixará mais imune a quaisquer doenças, inclusive câncer e doenças degenerativas (mais uma vez, o meu texto)

- Couve: simplesmente chamada de o "bife vegetal", a couve contém quase a mesma quantidade de proteína que um pedaço de bife de 200 gramas. Contém, ainda, mais cálcio que o próprio leite. E ainda tem o benefício de conter muito, muito ferro, o que ajuda no fortalecimento de ossos e na qualidade do sangue. É um belo substituto para o bifão do prato e consumo muita, muita couve mesmo! Seja em suco, refogada (a pior forma, talvez, mas é gostoso), cozinhada no vapor e até mesmo crua em saladas. Aliás, toda folha verde escura é rica em proteína, algumas mais outras menos, mas todas contém. Ex: almeirão, agrião, espinafre, rúcula, etc. Ainda bem que gosto de todas!

O próprio arroz, seja branco ou integram (em menor grau) também contém proteína. E já que faz parte do prato do brasileiro todos os dias juntamente com o feijão, formam uma bomba proteica, então, mais um motivo para consumir. Até os cogumelos (seja lá qual eles for) tem muita proteína. Acho que é por isso que sempre gostei deles rsrs 100 grs de cogumelo contém o mesmo que 100 grs de um bife qualquer. Só não abuse do shoyu, por causa do sódio (olha a pressão alta!). O milho (outra coisa que adoro) também é rico em proteína. Só não vale na pipoca rsrs 

Eu confesso que me resta ainda um pouco de medo de ir substituindo as carnes sem um direcionamento de nutricionista. Meu convênio (se é que posso chamar aquilo de convênio!) não cobre nutricionista. Mas as minhas pesquisas estão sempre na mente e procurando alternativas até que eu me sinta segura em largar a carne, logicamente, desta vez, fazendo exames periodicamente para saber como estão os níveis no sangue e tudo que for necessário para prosseguir.

Eu tomo muito suco e leite de soja. Substituo Sucrilhos por aveia (embora ainda coma sucrilhos vez ou outra rsrs), como bastante couve em suco com beterraba e laranja ou maçã (até porque regula os intestinos), couve refogada, até couve crua eu como.  Embora eu saiba bem como funciona a indústria do leite, ainda consumo muito leite e seus derivados: queijo, requeijão, etc. Vamos ser vegetariana primeiro para partir para o veganismo. "Mas o que tem demais a indústria do leite?" Não sabem? Vão dar uma olhada no Google, documentários no You Tube. A informação está aí, gente. A indústria do leite não é menos cruel que a da carne e meu objetivo é, sim, me tornar vegana no futuro. Não quis colocar fotos aqui, mas quem quiser mesmo saber, a internet é um mundo de informações. Só precisam ter estômago forte e saberem que não vão ver coisas nada agradáveis ou que vão te fazer chorar e muito, como aconteceu comigo.

Os chamados sucos Detox são muito bons também porque contém fonte de fibras, proteínas e vitaminas diversas. Dia de feijão novo eu me acabo nele, evito frituras, odeio gordura por natureza e vou me regrando assim, aos poucos e não de forma radical como fiz no passado e deu errado.

Podemos ser quem quisermos seja na alimentação ou em qualquer outro campo, mas tudo deve haver preparo, como um jovem que quer ser médico e precisa se preparar, estudar, se instruir para exercer tal função. O mesmo vale para nossa alimentação, para atividades físicas...não podemos simplesmente sair fazendo tudo conforme nossa cabeça acha que é. É preciso informação. 

E é isso, amores...um beijo e até a próxima!