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06 julho 2017

Falta de empatia e Sociopatia. Qual a relação entre elas?


Olá, meus amores.

Estou começando o post mais branda, chamando-os de amores por que vou falar de um assunto preocupante, se não, grave.

Constantemente, dia após dia, vemos notícias de pessoas se matando, animais sendo estraçalhados por humanos por puro sadismo, os próprios humanos fazer doer na carne do seu semelhante coisas inimagináveis, jogos de suicídio...os exemplos são infinitos! Todos nós temos a luz e a sombra, mas sempre me pergunto: até onde vai a falta de empatia e onde começa a sociopatia? 



Para entender a diferença entre sociopatia e outro tema muito confundido, a psicopatia, trarei mais para frente tratando desse tema mais especificamente. Não. Os dois não são a mesma coisa, embora muitos profissionais preferem classificar a sociopatia como um termo antigo dado a psicopatia. Nã-na-ni-na-não! São extremamente similares, mas possuem diferenças cabais.

O que me motiva a escrever isto? Primeiro, que desde o primeiro post onde anunciava o porquê de posts sobre doenças e transtornos mentais motivada pela onda de suicídios iniciada na Rússia pelo jogo Baleia Azul e a Deep Web, onde coisas atrozes acontecem. Nunca entrei na Deep Web, pois você acaba monitorado 24 horas por dia se entrar, mas tem alguns exemplos mais brandos no You Tube. É só pesquisar por lá sobre a Deep Web. Segundo, porque antes de começar escrever este post vi no Facebook a notícia de um adolescente que colocou um porquinho da Índia no micro-ondas, filmou e colocou na internet para todos verem que tipo de subumano é. E tantas e tantas outras maldades praticadas pelo ser humano que nos faz perguntar: Que tipo de pessoa faz isso? O que ela tem na cabeça sendo tão diferente dos demais? No caso desse "adolescente", onde estavam os pais? E na falta destes, onde está a polícia? 

Me desculpem pelas imagens aos mais sensíveis, mas como não sentir algo ruim ao ver essas cenas?

Sinceramente, me dá vontade de, no mínimo (estou falando assim para ser "fofa", porque para mim merecem coisa bem pior!), dar um murro na cara de cada um que se diverte nessas fotos!










A falta de empatia envolve perceber , saber ou ver que alguém sofre e você não está nem aí ou banaliza a situação com deboche, ironia e até desprezo. Comentários do tipo "ah, fulana está de TPM, só pode!" ou "Fulano precisa dar uma pra relaxar, não deve dar um picote faz tempo pra estar desse jeito!" Quando alguém não lhe fez nada para revidar de tal maneira, por que usar esses termos gratuitamente? Os termos já são baixos, imagine a cabeça de pessoas assim. Ou simplesmente não achar absurdo ou se compadecer de vítimas de guerra, por exemplo. A pessoa, simplesmente, não consegue sentir nada ao ver o sofrimento alheio, seja mental, físico ou psicológico. O que nos leva a pensar sobre algo pior que possa estar por trás desse comportamento.




A sociopatia é ainda pior, pois o indivíduo não só pode perceber o sofrimento alheio como aproximar-se de uma pessoa fragilizada para causar-lhe ainda mais dor, enquanto ainda se faz de amigo. É o famoso lobo em pele de cordeiro. E acredite, estamos cercados de sociopatas. São, geralmente, pessoas altamente inteligentes, sociáveis, simpáticas, podem até ser piadistas nas festas da empresa, aquele seu colega que chama atenção de todo mundo com seu charme, simpatia e bom humor. Muitos ou muitas assim são sociopatas. Podem ser psicopatas também. Mas, como já disse, tratarei a diferença entre esses dois em outro post. Geralmente, toparemos mais com psicopatas. Não sei se isso é menos pior ou ruim, mas um sociopata acredito que tenha um fator predominante que nem sempre está presente no psicopata: a frieza.

Ouvi falar de um caso onde o homem era um diretor executivo de uma grande empresa, muito bem sucedido, bonito, charmoso, educado, culto, viajado, simpaticíssimo com todos, desde a faxineira ao presidente da empresa. Era sempre a pessoa mais interessada em ajudar as pessoas e, muitos, levavam seus problemas para ele. Tinha também uma posição que o favorecia "ajudar" a quem a ele pedisse ajuda. O sujeito simplesmente escolheu sua vítima e estudou cada passo, cada movimento da pessoa, "dissecou" a vítima em suas fragilidades, seus pontos fracos e onde tinha mais problemas e começou a tornar a vida dela um inferno pior do que já estava. Com o detalhe que ela nunca poderia saber que ELE era o causador de sua desgraça. Mórbido, não? Pois é...secretamente, ele se divertia em consolá-la e olhar dentro dos olhos dela para ver sua dor, seu sofrimento e se alimentar disso. Sabe o que é pior? Ela nunca soube que ele, seu confidente, seu chefe tão amigo e sempre disposto a ajudar, era quem lhe causava tantos revezes na vida. O cara era ótimo em ludibriar, em mentir, dissimular e, mesmo que contassem a ela, a mesma não acreditaria. 

Para quem nunca assistiu ao filme "O Silêncio dos Inocentes" com Anthony Hopkins poderá encontrar um sociopata clássico. Quem assistiu ao seriado Hannibal pode perceber lá melhor o sociopata que habita em Lecter, já que em o Silêncio dos Inocentes trata-sede uma outra fase da qual, o personagem já descoberto por suas "façanhas" não tem mais necessidade de dissimular como antes. No seriado, que se passa à época em que o personagem ainda não foi descoberto, é mas possível perceber sua astúcia e modo de agir com as pessoas, o fascínio que exerce sobre elas.

Um caso real de um sociopata muito famoso é do ucraniano Andrei Chikatilo: sujeito bonito, bem formado, casado, pai de dois filhos, membro respeitado do partido socialista na antiga União Soviética, professor, falava várias línguas e...assassino de mais de 60 pessoas, entre sua maioria crianças e, com muitas delas, praticou canibalismo. O filme que retrata a vida desse cara é "Cidadão X", com o ótimo Stephen Rea. É um filme mais raro, mas muito bom. Vale a pena pesquisar, pois não é tão explícito quanto O Silêncio dos Inocentes. Mais recentemente, em 2015, foi lançado o filme "Crimes Ocultos", com Tom Hardy, Gary Oldman e Vincent Cassel, cuja história também é baseada no famoso serial killer, porém, com personagens de nomes diferentes.

Vale este post como mais uma reflexão do comportamento humano diante do caos, de imagens perturbadoras (e usei as mais brandas), em como as pessoas ao nosso redor agem e pensam e, principalmente, como a nossa cabeça pensa diante das mesmos fatos. Apenas pensem. 

Beijos e até a próxima!














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