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27 abril 2015

E, às vezes, a vida é amarga...



Pois é, meus queridos...Infelizmente, a vida não é só feita de dias felizes, de sorrisos, de pessoas bacanas. Seria tão bom, né? Mas, infelizmente, não é assim.

Estava aqui comparando os últimos dias...e como cada dia é tão diferente do outro. Sexta, estava feliz, apesar de estar atravessando alguns problemas, principalmente de ordem profissional...mas quando saí do trabalho, deixei tudo para trás e fui curtir minha noite. Participei de um evento muito bacana, conheci pessoas mais bacanas ainda e tudo foi perfeito. Fui dormir feliz. E não sei vcs, mas dá uma sensação de que fizemos tudo certo naquele dia pra vida ser melhor, não dá?

Nos dias seguintes, tbm tudo estava indo bem, apesar de algumas coisas me chatearem no cotidiano doméstico...sabem, aquelas coisinhas de sempre que não precisava ser desse jeito e sempre vai ser, que gostaria que fossem diferentes e nem sempre temos o poder de mudar em volta mas apenas nossa forma de se envolver ou não...mas ainda assim, estar em casa me dá um alívio..de descompromisso com o mundo lá fora, de não precisar me esforçar para mostrar nada pra ninguém, de não ter que me contaminar com os sentimentos, atitudes e o ambiente pesado que tenho sido obrigada a fazer parte, que por incrível que pareça, um lugar que já me trouxe alegrias, mas que hoje é um fardo necessário. Como as coisas mudam! E penso nisso com muito pesar e saudades.

Várias vezes no dia todo hoje pensei no blog e com ele me distrair, procurei matérias que possam servir para posts aqui, tirei fotos da minha estação de trabalho, da vista que tenho da minha sala, mas...e depois, tenho de voltar àquela realidade de onde tanto quero fugir e ainda não posso. Me sinto presa e, às vezes, até cega por não enxergar ainda uma saída viável .

Tem dias que levamos essas coisas chatas numa boa, mas tem dias que nos parece mais insuportável. Talvez por conta dos nossos anseios, das nossas vontades que não vêm na hora que precisamos, que queremos...e hoje é um dia que, embora na prática tenha sido relativamente mais calmo, isto me deixou mais pensativa e mais triste também. Seria melhor não pensar?

Não quero nunca perder a fé em mim, na minha capacidade de transpor às adversidades (e já passei por cada uma...coisas infinitamente piores), mas tem dias que a gente fraqueja, né? Dá vontade de entregar os pontos , de jogar tudo para o alto, não se importar mais com nada e "deixar a vida me levar" pra ver onde vai dar...mas de repente o dia amanhece e o humor amanhece junto com ele. Ainda bem! O que seria de nós se todos os dias fossem nublados? 
E aí vem outro dia e a gente levanta a cabeça disposta a enfrentar tudo com mais leveza, mesmo que não seja fácil, mesmo sabendo que daqui alguns dias eu posso estar confusa de novo ou triste, pensativa e querendo fugir de tudo de novo, mas eu permaneço, nem tão firme ou forte quanto gostaria ou queria, mas permaneço. E enfrento. 

Agora à noite, já umas 19h30, tive a notícia que minha prima internou e nasceu sua filha, a Maria Luiza. Minha prima, a Andréa, passou por maus bocados nos últimos meses pois descobriu que haveria possibilidade da criança ter desenvolvido hidrocefalia, que é o acúmulo de água no cérebro pela deficiência de alguma válvula da cabeça. Podem imaginar a angústia e medo de uma mãe passando por isso, quase no final da gravidez? Confesso que não consigo dimensionar o quanto, mas só posso imaginar a dificuldade e o turbilhão de sentimentos: medo, revolta, tristeza, de questionamentos pelos quais minha prima passou. E ainda vai ter que passar. Mas hoje, fico feliz com a notícia que, aparentemente, a Maria Luiza pode ser normal, movimenta pernas e braços como qualquer bebê, o que é um forte indicativo de que não há problemas motores.  Agora, é esperar os primeiros exames para saber se há chance de alguma sequela ainda. Assim que possível, trarei fotos da Andréa e da Maria Luiza para vcs conhecerem. 

Daí percebemos que diante de um problema de saúde, outras coisas são pequenas, são consertáveis, ainda pode ter uma saída mesmo que não se saiba qual. Eu ainda não sei o caminho, se é que há um caminho certo para as coisas, mas deve haver algum. Nem sempre é o caminho certo, pode ser o torto, pode não ser o mais convencional. E só espero ter discernimento sempre que for preciso e saber usar a inteligência para agir. 

E assim, espero que tudo fique bem. Para Maria Luiza, para a Andréa, para vcs, para mim...para todos nós!


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